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03/11/2005
AHP e APAVT em uníssono: «Ota vai matar turismo de Lisboa» e esvaziar aeroporto do Porto

Naquela que foi a primeira tomada de posição conjunta após a assinatura do protocolo de colaboração que ontem decorreu, a Associação dos Hotéis de Portugal e a Associação Nacional das Agências de Viagens e Turismo afirmaram, pela vos dos seus presidentes, Luís Alves de Sousa e Vítor Filipe, que a concretizar-se a deslocalização do aeroporto da Portela para a Ota, isso significará a morte do turismo em Lisboa e do aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto.

Vítor Filipe, presidente da APAVT, deixou bem vincado que agentes de viagens e hoteleiros, não dizem “não” a um novo aeroporto para Lisboa, mas opõem-se frontalmente contra a hipótese Ota porque isso prejudicaria fortemente o turismo de Lisboa, nomeadamente no que se refere aos segmentos de short-breaks e congressos, sendo que o primeiro é o que mais tem crescido em Lisboa. "Um segundo aeroporto na região de Lisboa não é o mesmo que um aeroporto em Beja ou na região de Leiria", sublinhou Vítor Filipe, acrescentando que a opção Ota vai também aniquilar o aeroporto Francisco Sá Carneiro. "O aeroporto do Porto é excelente mas, se a Ota avançar, as companhias aéreas deixam de voar para lá", disse.

Alves de Sousa, presidente da AHP reforçou também os prejuízos da deslocalização do aeroporto para a Ota principalmente em termos dos short-breaks, que já representam cerca de 30 por cento do turismo em Lisboa e que, segundo estudos efectuados, veriam o seu peso reduzido em 50 por cento caso a Ota vá para a frente.

Por outro lado, disse ainda, a utilização da base de Beja "não serve o interesse de Lisboa, pois está a 160 quilómetros, e também não resolve o problema do Algarve, pois está a 150 quilómetros de Faro. Resolve mal os problemas do Alentejo Litoral e só resolve alguma coisa para o interior alentejano ou para os empreendimentos turísticos que vão nascer no Alqueva", acentuou.

Os responsáveis por ambas as associações consideraram ainda que a melhor hipótese para Lisboa seria a utilização da base aérea do Montijo, já que “é tecnicamente compatível com a Portela" sendo por isso "uma alternativa" possível", disse Vítor Filipe, acrescentando que para a Portela, a solução reside no aumento da capacidade, conjugada com uma estrutura secundária como Montijo, com preços que podiam ser mais baratos.

in "Turisver"
www.turisver.com